Gente, repórter que fui nas áreas de segurança e justiça, acompanhei muitos casos de repercussão, os " furos " de reportagem que dei nos coleguinhas não caberiam numa página de jornal. Mas, os que levei, poxa, não caberiam em quatro páginas.É do jogo.
A pedido, fiz para o Blogger " Repórter de Crime " do brilhante colega Jorge Antonio Barros, do jornal O Globo, que foi estagiário no Jornal do Brasil, na época em que eu era repórter naquela brilhante folha, uma matéria sôbre minha área de atuação, um histórico de como chegamos ao atual estágio de violência na população, o medo por que passam todos, enfim, o porque de tudo isso, resultado da promiscuidade polícia/bandido, e, confesso, me surpreendi com a repercussão de meu relato.Mas surpreso, ainda, porque as manifestações, em sua grande maioria foram de parabens.Como massagearam meu ego.E por escrito! Além disso, recebi, também, telefonemas de amigos me parabenizando, amigos da minha faixa etária de idade, que viveram e se lembram dos fatos por mim narrados ao Repórter de Crime.
Confesso, senti àquela felicidade que sentia quando, ainda de cabelos pretos, entrava na redação e recebia de colegas palavras de elogio por uma boa matéria publicada naquele dia.
Poxa, como era gostoso, mais do que fazer um bom trabalho, eram os elogios que recebia dos colegas, de dentro e de fora do JB, das cartas publicadas na seção " Cartas dos Leitores " e também das cartas enviadas à redação, cartas de pessoas que não me conheciam, mandando parabenizar o repórter, quando a matéria publicada não estava assinada, com o crédito, com o nome do autor.
O jornalista, em grande maioria, encerrado seu trabalho, dificilmente vai direto para casa. Antes passa n o local de encontro dos colegas, geralmente um bar, " pé sujo " de preferência, onde se pode ficar bem à vontade. Lembro que numa dessas reuniões de colegas de vários jornais, Hélio da Cunha Vieira, chefe de reportagem de O Globo, o Hélio Gordo, como era chamado, disse que um dia ele iria trabalhar no JB, pois alí, no JB, estavam os melhores, era a seleção brasileira de jornalismo.
Gente, eu fui titular daquele time ! Marquei muitos " furos ". E de placa !
domingo, 19 de setembro de 2010
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